O que a Saiba + foi fazer no Caribe

Fomos para Trinidad & Tobago, um país caribenho cuja capital é Port of Spain, para fazer uma imersão com o objetivo de coletar os requisitos de um cliente para o seu site. O cliente é o Ministry of Local Government, uma espécie de ‘ministério das cidades’. Quem atende o ministério é a InfoTech, uma empresa local de soluções de TI que trabalha com Sharepoint e Sitecore. A InfoTech conta com a consultoria da Non-Linear Creations, uma empresa canadense da qual a Saiba + é parceira no Brasil. E pronto, lá estamos nós no Caribe.

Temos trabalhado com parceiros internacionais praticamente desde a criação da empresa, dois anos atrás. Geralmente, fazemos projetos no Brasil para empresas que pesquisam em vários lugares do mundo – como o Marriott, cliente do nosso parceiro CX Partners, da Inglaterra. Mas essa foi a primeira vez que um projeto de um parceiro internacional nos leva para fora do Brasil.

O trabalho iniciou com uma ‘aula’ de quase um dia inteiro para entender o cliente, os desafios, o contexto do projeto, o que já havia sido feito, o que precisávamos pesquisar. No dia seguinte, fizemos uma entrevista coletiva com representantes dos departamentos do ministério. Era para ser só isso, mas decidimos aplicar também uma dinâmica com o grupo.

Após a entrevista, listamos cerca de 15 itens que eles nos disseram que gostariam de ver no site, entre conteúdos, características e funcionalidades, e os fizemos “dividir o dinheiro”. Em dois grupos, eles tinham que dividir 100 dolares entre aquelas 15 funcionalidades, dando mais verba para o que era mais importante. Eles precisavam debater dentro do grupo como fariam essa divisão, e depois contar para todos, explicando cada escolha. Por fim, os dois grupos deviam argumentar e chegar a um consenso.

Um dos maiores desafios desse projeto era justamente engajar o cliente. As condições eram um pouco adversas: havia o clássico problema de falta de conversa entre TI (que contratou a InfoTech) e Comunicação, e a primeira dificuldade era bem básica: fazer os convidados aparecerem na entrevista e participarem. O próximo problema era conquistar a confiança da gerente de comunicação. No início da entrevista estavam todos bem tímidos. No final, aquilo que nem íamos fazer acabou sendo a melhor parte. A dinâmica de dividir o dinheiro soltou e divertiu todo mundo, e o dia acabou com clientes felizes e um entendimento maior do projeto pela equipe deles – que compreendeu, também, que cada um ali é também dono do site. De nossa parte, tínhamos tudo que precisávamos para escrever o documento de requisitos.

Foi muito interessante aplicar técnicas colaborativas de design em uma cultura diferente, com sotaque caribenho (pense Jamaica) e uma necessidade legítima: a cultura digital corporativa ainda está em sua infância em Trinidad, especialmente no âmbito governamental. Ficamos bem contentes pela oportunidade de participar de um projeto no qual podemos efetivamente oferecer um grande salto tecnológico e de experiência do usuário.

___
Aproveitando, divulgo também o primeiro projeto que a Saiba + fez com a NLC, também para Trinidad & Tobago: http://www.investt.co.tt/. Aqui, iniciamos o trabalho a partir da especificações que foram feitas pela NLC, e partimos direto para a criação dos wireframes.


, updated on

One thought on “O que a Saiba + foi fazer no Caribe

  1. Muito bom Beto. Sem vocea jamais teoaimrs estes momentos registrados. Espero que a ABES tenha como armazenar este acervo para no futuro relembramos o nosso passado. As coisas boas que estamos fazendo Uma abrae7o, Vitorio.

responda a Jack