O que aprendemos com testes iterativos

Acabamos de entregar um relatório de uma série de testes iterativos e, felizes que estamos, viemos aqui contar algumas coisas que descobrimos. Há algum tempo defendemos essa metodologia por acreditar que um teste de usabilidade simples é ótimo, mas poderia ser muito melhor. Com ele, descobrimos problemas e temos ideias (brilhantes!) para solucioná-los, mas quem disse que essas ideias vão funcionar? Claro, tem toda nossa bagagem como designers de interação, mas UX não é uma ciência exata, não existem fórmulas prontas e o que funciona para um público pode não dar certo para outro.

O teste iterativo que fizemos foi dividido em quatro rodadas e depois mais duas foram acrescentadas para abranger um novo público. No cronograma, foram previstos alguns dias de intervalo entre uma fase e outra. Os resultados de cada rodada eram resumidos em um documento sucinto e uma reunião era marcada entre nós, da consultoria, e a equipe envolvida no projeto para discutir as descobertas e pensar no que mudar para a rodada seguinte. O roteiro recebia poucas alterações, caso necessário, e ganhava pontos de observação sobre o que havia sido modificado e que valia ter uma atenção especial do moderador.

O resultado principal é que algumas soluções que foram reprovadas de início puderam ser aprimoradas ou corrigidas e passaram com louvor nas últimas rodadas da pesquisa. O teste, ao invés de ser estático, evoluiu. Um ícone de atendimento online, por exemplo, chegou a ter quatro versões diferentes.

Mesmo que algumas soluções ainda precisem ser aprimoradas e novamente avaliadas, o resultado desse teste é um protótipo muito mais próximo da interface final do que se tivesse sido realizada uma única rodada de entrevistas com 40 pessoas. E reforçando um ponto superimportante: o teste iterativo só é possível quando as equipes envolvidas – no nosso caso, consultoria e empresa contratante – trabalham bem próximas do projeto. Os achados das rodadas de teste é que vão alimentar a tomada de decisão sobre o que vale a pena ser alterado ainda na fase de pesquisa e como isso vai ser feito.


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Ana Coli

Escolhi o jornalismo como profissão, mas a vida me levou para outros caminhos. De redatora de matérias para portais online, passei a arquitetar as estruturas de interfaces digitais e, assim, conheci o mundo da UX. De uma profissão para outra, trouxe e mantive a paixão por entrevistar pessoas. E lá se vão 15 anos.

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