Como recrutar participantes para um teste de usabilidade

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E continuamos com o terceiro post da série que explica o passo a passo de um teste de usabilidade (veja os anteriores abaixo). Já planejamos e tomamos as medidas necessárias para um bom recrutamento. O filtro foi finalizado e validado com o cliente. Agora, sim: pode pegar o telefone e sair recrutando!

Ou chamar sua empresa parceira de recrutamento. Na Saiba+, temos ótimos parceiros que executam um minucioso trabalho de recrutamento e muito talento para fazer com que os participantes compareçam e, de fato, participem.

E já que citamos os recrutadores, vale começar falando um pouco sobre como contratar uma boa empresa de recrutamento. Há alguns anos, quando comecei a trabalhar com testes de usabilidade, era preciso ensinar para as empresas como recrutar usuários de internet: elas só sabiam recrutar para pesquisa de mercado – já cheguei a receber uma ficha para aprovação de uma pessoa que nem usava internet… Hoje em dia, pelo menos em São Paulo e no Rio de Janeiro, a maioria das empresas de recrutamento também trabalha com o mercado online e os problemas diminuíram. Vale a pena ir atrás de várias empresas, marcar reuniões, fazer perguntas sobre o processo de seleção e ir testando as que valerem a pena.

Os preços variam muito, mas quase sempre o valor é cobrado por participante, no caso dos testes de usabilidade, e por grupo, no caso de um card sorting, por exemplo. Algumas empresas são mais focadas em um determinado perfil de participante – médicos, classe AA –, mas a maioria topa tudo. Quando for conhecer a empresa, pergunte quantas pessoas trabalham lá, se elas são fixas ou recebem por participante recrutado (fujas dessas, querem te empurrar qualquer um que acham que se encaixa no seu perfil), se os recrutados costumam faltar, o que acontece nesses casos, o que eles fazem para tentar barrar os mentirosos… Enfim, tente conhecer ao máximo quem estará trabalhando com você e estabelecer uma relação de parceria.

Mesmo tomando todos os cuidados, desde o briefing e elaboração do filtro até o recrutamento dos participantes e a aplicação dos testes, o maior dos problemas desse processo pode acontecer: o participante estar fora do perfil. Para isso, no momento do teste existem duas opções: se há absoluta certeza de que o participante está fora, você cancela o teste e arca com o prejuízo (paga o incentivo, mas a empresa de recrutamento deve providenciar a substituição sem custo adicional); se há dúvida, pode-se levar o teste até o fim e tentar investigar mais o perfil do entrevistado durante a sessão. Se a dúvida persistir ao final do teste, a melhor abordagem é dividi-la com seu cliente: ninguém melhor do que ele para dizer se o participante está ou não dentro do público-alvo da interface testada. E, caso não esteja, descarte sem dó o que estiver fora – sempre vale a pena refazer uma entrevista para garantir a qualidade da entrega final.

Em resumo, os três pontos principais para um bom recrutamento são:

1 – Definir claramente os públicos-alvo do estudo

2 – Elaborar um filtro de recrutamento completo, que defina claramente o perfil dos entrevistados

3 – Trabalhar com um bom parceiro de recrutamento

Tendo tudo isso em mãos, você vai conseguir investigar junto ao público-alvo correto tudo o que está previsto no seu roteiro – a base para que o relatório traga os melhores resultados para seu cliente e, espera-se, uma interface melhor para seus usuários no futuro.


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Ana Coli

Escolhi o jornalismo como profissão, mas a vida me levou para outros caminhos. De redatora de matérias para portais online, passei a arquitetar as estruturas de interfaces digitais e, assim, conheci o mundo da UX. De uma profissão para outra, trouxe e mantive a paixão por entrevistar pessoas. E lá se vão 15 anos.

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