UX na mesa com os C-levels

91% das pessoas abandonam sites não pensados para mobile (1). Para mostrar de maneira tangível aos executivos das marcas anunciantes que UX tem um impacto direto em resultados, o Google Brasil convidou cerca de 20 empresas para o Google Mobile Recall. O evento foi planejado para que os participantes refletissem sobre a questão: “seu site está preparado para o mobile?” – e dedicado a indicar caminhos para os casos em que a resposta era “não” e melhorias para a excelência em caso de “sim”.

Os sites mobile das marcas foram analisados com base em princípios de design mobile desenvolvidos pelo Google e pelo AnswerLab a partir de pesquisas com usuários. Foram avaliados itens como calls to action claros, informações completas na página de produto, formulários com recursos que facilitam o preenchimento, busca, cadastro, fluxo de compra.

A Saiba+ e a RG/A, agência do Google no Brasil, foram responsáveis pelas análises e apresentação dos resultados de UX. O evento foi organizado em formato de workshops. Cada cliente ficava em uma sala e passava por uma série de dinâmicas moderadas pela Hyper Island, intercaladas pela apresentação da avaliação de UX do site e exercícios práticos para resolver os problemas apontados. O objetivo foi estimular o debate entre os vários departamentos das empresas, discutir dificuldades e pensar em soluções. Os clientes sairam dali com um “rabiscoframe” e uma lista de próximas ações, para botar em prática o aprendizado da tarde.

Agora, amigo UXer, pense no sonho dourado de sentar frente a frente com seu CEO, vê-lo escutar e entender os problemas de usabilidade do seu site mobile e observar o aumento significativo da importância que ele dá para UX. Pensou? Pois o sonho de vários UXers foi realizado naquela semana de junho. Houve até um caso em que o UXer conseguiu que o presidente da empresa assinasse um papel autorizando uma mudança na interface [palmas!].

Além dessa oportunidade de ver o trabalho de UX validado pelo Google, outro ponto alto do evento foram os “experimentos”: traquitanas físicas planejadas para representar de maneira tangível os princípios de usabilidade mobile. Foram quatro experimentos, demonstrando peso e velocidade de carregamento do site, sistema de busca, conclusão da tarefa e conversão, e experiência do usuário na navegação mobile do site.

Chama a atenção a ênfase do evento em UX, mas faz todo o sentido: de acordo com o B2B Web Usability report de 2015, 50% dos clientes abandonam sites com menus complicados (2). Para que o investimento em publicidade dê retorno, é fundamental preparar o site para a chegada de um cliente que clicou em um AdWords. E vale a pena, já que 48% das pessoas ficam mais tempo em sites pensados para o celular (3). Com o aumento significativo da navegação em dispositivos mobile no Brasil, não planejar a interface mobile é jogar dinheiro fora.

O Google oferece uma ferramenta para analisar se o seu site passa nas boas práticas mobile: https://testmysite.thinkwithgoogle.com/

 

Referências:

(1) Google/Ipsos, Consumers in the Micro-Moment, Wave 3

(2) 2015 B2B Web Usability Report – What B2B Buyers Want from Vendor Websites

(3) Salesforce Marketing Cloud – 2014 Mobile Behavior Report

 



Alessandra Nahra

Escrevo, cuido de bichos, danço, cozinho, planto e tento ser amável com todo mundo.

comente